Na cidade de Alto Paraíso a 230 km de Brasília, extraterrestre enfeita a piscina de um hotel. Foto: Roberval Ferreira (http://delas.ig.com.br/comportamento/2012-10-26/fim-do-mundo.html)

Baseados na estimativa positiva da equação de Drake, existem muitos cientistas e pesquisadores que se empenham em procurar evidências no nosso sistema solar, nos meteoros que caem sobre a terra e também no espaço distante procurando planetas que têm condições de desenvolver a vida, conhecidos como “exoplanetas”, há também um ramo da biologia que estuda a possibilidade de haver vida extraterrestre, conhecido como “exobiologia”. Uma outra técnica que está sendo utilizada para entender a formação da vida no universo é o estudo dos chamados organismos “extremófilos”, micróbios que vivem em condições extremas em nosso planeta como caldeiras vulcânicas, fontes hidrotermais e lagos com alta concentração de arsênio.

Além disso existem esforços organizados pelas mais respeitáveis instituições americanas, entre outras, para tentar realizar uma comunicação com os extraterrestres. Citamos como exemplo que em 1974 a NASA enviou ao espaço através do radiotelescópio de Arecibo uma mensagem binária contendo informações diversas, entre elas sobre o DNA humano e a descrição de nosso sistema solar transmitida a 2380 MHz e com potência de 1000 kW em direção à região M13 há 25.000 anos-luz, uma das regiões mais densas do espaço. Desde 1966 a NASA possui um programa de astrobiologia e já encontraram só em 2012 54 planetas fora de nosso sistema solar que tem condições de suportar a vida.

Uma dessas iniciativas sérias é a formação de uma rede de radiotelescópios e computadores para receber e analisar frequências vindas do espaço e verificar se elas formam algum código de comunicação ou resultado que pode ser considerado como manifestação de vida inteligente.

O SETI Institute (Busca de Vida Extra Terrestre Inteligente; vide ref. 2) foi fundado em 1984 e é uma respeitada instituição privada suportada por empresas particulares e do governo americano como a HP, Sun Microsystems e a NASA entre muitas. Foi criada para explorar, entender e explicar a origem, natureza e prevalência da vida no universo.

O principal radiotelescópio utilizado pelo SETI é o de Arecibo, em Porto Rico. Além de detectar a existência de inteligência no universo, busca também se comunicar com esses sinais e formas de vida utilizando sinais de rádio. Além dele existem outros projetos como o Allen Telescope Array (ATA) que é uma “grande rede de pequenos pratos” (Large Number of Small Dishes – LNSD) projetada para suportar eficazmente os projetos de radioastronomia e pesquisar explosões de raios gama e fontes de rádio em nossa e de outras galáxias e realizar também a busca por inteligência.

Há também o projeto SETI@home (vide ref. 3), que disponibiliza através da internet, a possibilidade de qualquer pessoa, voluntariamente, colaborar no processamento da análise desses sinais a partir de seu computador pessoal. O Brasil está entre os trinta países que mais coletam analisam os dados, com quase 70.000 colaboradores. Se quiser participar basta acessar gratuitamente o site no link acima, fazer o download do programa e disponibilizar seu computador no mínimo 2 horas por semana para juntar-se à rede mundial de análise de dados.

Até o momento, após 3 décadas de observações pelo programa SETI, nenhuma comunicação formal foi recebida através de um sinal incomum, codificado ou que apresente sinais de inteligência embora 37 sinais promissores tenham sido encontrados, como por exemplo o chamado “Sinal Wow!”, em agosto de 1977, coletado pelo radiotelescópio “The Big Ear”.

O computador registrou o sinal como uma sequência de seis letras e números que durou 72 segundos. Ao lado do sinal Jerry Ehman escreveu “Wow!”,que assim ficou conhecido. Foi descoberto que era proveniente da constelação de sagitário com uma frequência de 1420 MHz. A estrela mais próxima que existe naquela região está a pelo menos 220 anos-luz de distância.

O radiotelescópio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (Askap), o maior e mais avançado do planeta, foi inaugurado em outubro deste ano (2012) em uma região desértica da Austrália em uma área de 126 km2 e conta com um observatório e 36 antenas de 12 metros cada, com o objetivo de investigar a origem das estrelas, quasares e pulsares, e fazer um censo de todas as galáxias. Fornecerá imagens detalhadas sobre o Universo em suas origens estudando a formação da Via Láctea, adentrando com velocidade e precisão em muitas áreas do espaço que ainda são desconhecidas para os astrônomos como, por exemplo, informações sobre o gás que formam as estrelas e corpos exóticos como os quasares e os pulsares, que estão nos limites do conhecimento sobre as leis físicas no universo. Um dos projetos previstos se centrará nos buracos negros do Universo e, como objetivo secundário, a existência da vida extraterrestre.

Quarta Conclusão

Se os UFOS são seres extraterrestres, o que estarão fazendo aqui e porque não formalizam um contato nestes últimos 30 anos dado que já estamos dispostos e preparados para isto?

Pelos motivos apresentados nos 4 posts anteriores, relatos de contatos de grau superior e abduções são suspeitos e pouco prováveis de serem verdadeiros, tendo em vista que não há sentido em que extra-terrestres queiram se manifestar individualmente e ao mesmo tempo não queiram um contato formal com nossa sociedade que os procura ansiosamente.