Category: Meio Ambiente


Olá amigos, neste post eu não irei dizer nada. Imagens são melhores que palavras, fatos são melhores que argumentos. Vamos mostrar apenas o derretimento sem precedentes de algumas geleiras ao redor do mundo.

“A única Revolução possível é dentro de nós”    Mahatma Gandhi

Alasca – Geleira Muir / 1882 a 2005 e 1941 a 2004

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Alasca – Geleira McCarty 1909 – 2004

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Alasca – Geleira Toboggan 1909 – 2000

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Alasca – Geleira Pedersen 1917 – 2005

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Alasca – Geleira do Noroeste 1940 – 2005

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Califórnia – Geleira Lyell 2009 a 2014 : 1 metro de espessura perdida por ano!

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Imagem de satélite da Patogônia Chilena 1986 – 2002 recuo de 10 km!

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Cordilheira do Himalaia – Nepal 1956 – 2007

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Monte Kilimanjaro – Tanzânia – 1993 – 2000: declínio dramático da calota de gelo.

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Mýrdalsjökull – Quarta maior calota de gelo da Islândia : 1986 – 2014 (dois efeitos: aquecimento global e atividade vulcânica local)

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Veja também: A Era do Degelo

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Dando continuidade ao post “A Evolução do Pensamento”, lá descobrimos um dos pilares que fundamentam a nossa sociedade, baseado nas soluções paralelas que foram propostas e desenvolvidas pelos dois hemisférios de nosso cérebro e que fundamentaram a nossa caminhada terrestre e permitiram a sua percepção através da vivência e experimentação.

O homem encontrou soluções para sua sobrevivência e que levaram ao desenvolvimento simultâneo do conhecimento formal objetivo e a exploração do espaço metafísico, e que geraram então duas grandes áreas, a ciência e a religião.

O que mostramos até aqui, é que ambas estão entrelaçadas e são importantes e necessárias à sobrevivência em nossa caminhada terrestre e foram capazes de gerar civilizações com grande avanço social, como os Sumérios, que inventaram a escrita cuneiforme, os Babilônios, que criaram o famoso “Código de Hamurabi” que tinha por objetivo defender a honra, a família e sua dignidade e prosperidade e criaram um dos grandes centros da antiguidade. Os egípcios, que souberam integrar a matemática, a astronomia e a arquitetura a serviço de sua interpretação do universo e finalmente a Grécia, onde surgiram os principais filósofos representados por Pitágoras (571 A.C), Platão (427 A.C) e Aristóteles (384 A.C).

Os gregos não acreditavam que a natureza humana era fundamentalmente selvagem por sua capacidade em reconhecer o bom e o verdadeiro e então decidir-se por buscar o bem comum como seres políticos, e não simplesmente gregários como os animais, e assim reconhecer o direito universal e a justiça estabelecendo a comunhão com o mundo natural.

A escola grega chamada Estóica dizia que “o objetivo do homem é viver em harmonia com a natureza. Viver em harmonia com a natureza é viver virtuosamente, e viver virtuosamente é viver feliz”.

Os antigos entendiam que a sociedade humana era um microcosmo pertencente a um macrocosmo, seres finitos contidos no infinito da eternidade e não poderia haver a separação entre o homem natural e Deus. A religião e a ciência, a mente e a matéria, faziam parte de um todo vivo e consciente e todas as partes do mundo vivo compunham a totalidade do universo.

Agora faço uma pergunta: Qual a importância da harmonia entre as propostas científicas e religiosas? Como esta harmonia pode existir? Há alguma relação entre isto e o modo como agredimos a natureza e estamos sendo conduzidos para um consumismo sem limites?

É o que veremos neste post. Como parte do objetivo deste blog, que busca a preservação da espécie humana, nos cabe reconhecer e apresentar problemas desafiadores e então buscar as soluções possíveis.

Ao se estudar a história da filosofia percebe-se que houve uma clara ruptura entre este pensamento antigo e o moderno. Mesmo com as sociedades beligerantes, as conquistas e dominações romanas, o expansionismo da igreja católica e suas guerras e o fundamentalismo islâmico e cristão, houveram pensadores que mantiveram esta conexão. Um exemplo é Tomás de Aquino, no século XIII, que não enxergava a separação entre Deus e sua criação e ensinava que devemos experimentar o mundo do interior para o exterior sendo o mundo natural uma expressão da criação de Deus e afirmou que não pode haver contradição entre a fé e a razão.

E essa visão é holística, é universal. É coerente com diversas culturas indígenas no mundo, que não sofreram a influência do cristianismo; com o Islamismo, representado pelo Alcorão, que ensina que a natureza possui organização inteligente onde se pode reconhecer a grandeza de Alá. Apresenta compatibilidade com o Taoísmo na China e a tradição védica na Índia em que a “Sanatana Dharma” (सनातन धर्म) ou “Lei sempre Viva” é semelhante à “Lei Eterna” de Tomás de Aquino.

Enquanto existem pessoas que não conhecem ciência ou religião, existem também aqueles que confundem e misturam as duas coisas criando uma mistificação ignorante, há os que acreditam que a religião é a causa de todos os males da humanidade e deveria ser extinta, aniquilando culturas e conhecimentos antigos e prendendo seus seguidores e existem aqueles que acreditam que a ciência não é necessária, porque a presença de Deus supre todas as coisas e podemos nos isolar e viver como os povos da pré-história, ou que ser religioso é obrigar as pessoas a terem os mesmos pensamentos perseguindo e matando os dissidentes.

Será que não existe um termo de harmonia entre as propostas? Não é possível que o homem entenda que a busca do conhecimento metafísico passa por uma expressão religiosa saudável que constrói princípios de convivência social em respeito à natureza e que direciona a Ciência ao bem comum?

Há um abalo nos fundamentos da sociedade moderna que estamos vivenciando intensamente e que foi predominante a partir da Revolução Industrial e encontrou seu ápice no século XX, algo que poucas pessoas atualmente sabem ou se dão conta de existir.

Esta inconsistência ou “não conformidade” é uma das causas raiz dos problemas do mundo moderno e resulta na interferência e na modificação dos ciclos da natureza por causa da poluição, na destruição das espécies, na impotência diante da fome e das desigualdades sociais, na incapacidade em estabilizar o crescimento populacional, na incapacidade de comunicação entre sociedades “democráticas”, militarizadas e teocráticas (EUA, Coréia do Norte e Irã, por exemplo) e na desvinculação entre as novas soluções tecnológicas, estilos de vida e mesmo da arte contemporânea, que definem nosso modo e estilo de vida, ao ecossistema, sem haver uma visão holística.

Como se pode facilmente observar, e foi objeto de diversos posts até aqui, há neste século uma tendência de polarização crescente entre a ciência e a religião e nós citamos cientistas que entendem que a religião é um atraso completo para a humanidade e há religiosos que entendem que a ciência não pode ser opor ao fundamentalismo de suas escrituras.

Mas qual é o resultado em dividir as pessoas para se posicionarem em um dos dois lados ?

O primeiro efeito evidente é a oposição de pensamentos antagônicos e como consequência atitudes de agressão e violência, conforme temos acompanhado citando a perseguição dos monges budistas no Tibete pela China e dos cristãos na Arábia Saudita, e também citando as atrocidades humanas cometidas pelos Cruzados, a Santa Inquisição e suas barbaridades em nome de deus, a perseguição de Copérnico e Galileu por considerarem que a Terra não era o centro do universo e o desprezo pelas causas sociais e da preservação da natureza por muitas religiões “espiritualizadas” completamente desconectadas dos problemas “reais” da humanidade.

Mas há um efeito ainda mais perigoso. À medida que o ser humano se empobrece deixando de se questionar de onde veio e para onde vai, deixando de acreditar na imortalidade da alma e que o Universo foi formado por uma inteligência superior, sendo pura obra do acaso, conforme afirmado veementemente por cientistas ilustres, então se esvazia sua alma, sua capacidade de ver um todo eterno e harmônico, interconectado por padrões reconhecíveis provenientes de uma inteligência formadora, anulando sua capacidade de admirar a integralidade da ética e a fortaleza da virtude.

Precisamos então da Religião e por isso devemos acreditar em Deus ?

Não se trata disto, mas sim da necessidade de questionamento metafísico e filosófico à exemplo de Pitágoras e Platão para que “a alma não esqueça o verdadeiro conhecimento ao descer de sua condição imaculada e celestial para fazer parte somente do mundo material”.

Questionamento este que está sendo perdido, que não é matéria escolar, que não se encontra em igrejas que apresentam seus dogmas já prontos e indiscutíveis, e na ciência que tem por propósito perpetuar aquilo que possui valor econômico aparente. Uma ciência que elimina a vinculação e a harmonia entre o ser humano e seu universo, a natureza e sua unidade, fazendo-o senhor de si mesmo e ao mesmo tempo reduzindo-o a nada. Uma ciência aprisionada por empresas que financiam estudos que buscam resultados unicamente para alavancar suas vendas.

A ciência que se contrai, porque busca incógnitas discretas que assumem valores finitos e temporários, com restrições e condições de contorno bem definidos, dentro da rudimentar previsibilidade da limitação de interesses orientada ao utilitarismo, enquanto poderia se expandir como uma ferramenta para encontrar grandezas de fluxo e conteúdo energético que resultem em infinitos caminhos e miríades de estados definidos pelas variações particulares de seus elementos.

A desconexão entre ciência e a religião, ou se preferirem, entre a ciência e a busca da verdade metafísica, é como a separação entre o homem e a mulher, de modo que não mais precisem um do outro e andem por caminhos distintos, o que em parte temos visto em alguns movimentos sociais do século XX e pela impressionante quantidade de divórcios. É como a separação entre a onda e a partícula, como se na física atual se pudesse explicar o comportamento da luz sem assumir que ela se comporta segundo estas duas teorias. É como querer separar cargas elétricas opostas, de modo que cada uma siga seu caminho sem buscarem incessantemente uma à outra, sem que haja um elemento terra onde este fluxo possa repousar.

Observe como as dualidades fazem parte de nosso universo e como foram percebidas pelos povos do oriente originando as palavras Yin e Yang representadas pelo símbolo do Tao, e como estes povos incorporaram então este conhecimento para aplicarem em seu cotidiano, desenvolvendo, por exemplo, a acupuntura e regras de convivência harmônica com a natureza ensinada pelo Feng Shui.

Constata-se no mundo moderno, diferentemente do mundo antigo, que não está ocorrendo uma busca de soluções respeitando os ciclos da natureza, que eram percebidos e tratados como obras da divindade e então respeitados.

Há também, como desdobramento do mesmo problema, uma crença cega nas “maravilhas da ciência” sem qualquer interesse em conhecer seus fundamentos em sem questiona-los, exemplificando a influência do consumo de alimentos geneticamente modificados. Há uma perda generalizada de interesse pelas questões fundamentais da vida, da filosofia, da ética, dos problemas sociais e dos desafios que estamos enfrentando no mundo atual.

Paralelamente, há uma busca pelo prazer, pelo benefício próprio e exclusivo, a busca de soluções imediatas que se resolvem por implantes de seios e glúteos, a necessidade do aumento do pênis, o consumo abusivo de Viagra e o uso exponencial de cosméticos e medicamentos para emagrecer. Há uma crise de inteligência criativa, uma tendência a aceitar paradigmas e um agnosticismo social marcante.

A natureza do homem é por sua vez orientada a buscar soluções reais baseadas na visão consciente e na razão, ao mesmo tempo que pode viver abstrações emotivas criando sua própria percepção da realidade e reagindo consciente e inconscientemente a ela.

A essência da natureza humana é a busca da verdade por aquilo que consegue ver com os olhos de sua mente e alma para então encontrar a Harmonia entre os dois hemisférios de seu cérebro entrelaçados através de seus processos conscientes e inconscientes. Processos que se expressam em última análise através das ferramentas da ciência e nas respostas que encontra para as perguntas fundamentais que o ser faz a si mesmo em um ato contínuo na busca do auto-conhecimento.

Perguntas e respostas que são a essência da metafísica em sua expressão religiosa mais genuína, e que definirão nossas escolhas, formarão nossa base de valores e moldarão nossa personalidade pela afirmação ética e moral diante dos estímulos que receberemos dos desafios do presente século para nossa perpetuação individual e coletiva.

Precisamos lembrar de nossas raízes, do modo como as civilizações foram formadas e como elas consideraram a aliança entre a ciência e a espiritualidade, e cuidar melhor de nossa casa para que o nosso futuro seja próspero e contínuo e mesmo eterno,

porque com nossos pensamentos criamos o mundo

Buda

Uma das muitas consequências do Aquecimento Global e que é dramaticamente observável é o derretimento da Antártica, a região no entorno do pólo norte, onde imensas placas de gelo e icebergs estão desaparecendo, o que leva à possibilidade de desaparecimento do urso polar entre outras espécies.

De fato, medidas recentes mostram que o aquecimento registrado no hemisfério norte foi 0,65 ºC , na Antártica foi de 1,75º C e no estreito de Davis, entre a Ilha de Baffin e a Groenlândia chegou a +2,89 ºC !.

A dieta primária destes ursos é composta por focas, normalmente capturadas quando sobem para respirar em buracos e espaços entre os blocos de gelo flutuante no Ártico. Durante os últimos verões, no entanto, o gelo tem desaparecido completamente em algumas regiões dificultando o trabalho dos ursos e fazendo-os procurar por alternativas para se alimentarem, inclusive o canibalismo.

Agora mesmo, em fevereiro de 2012, foi constatado pela Universidade de Bremen (Alemanha) através de fotos de satélite que o inverno terminou 2 meses mais cedo do que o previsto nos mares gelados de Barents e Kara, entre a Rússia e a Finlândia. Grandes extensões que deveriam estar congeladas agora estão derretidas. A comparação de fotos de satélite desta região, entre 2004 e 2012 é tão diferente que indicam que o pólo norte estará totalmente sem gelo ainda dentro deste século.

A figura abaixo mostra um gráfico da área derretida na Groenlândia em km2, aumentando ano a ano em um efeito rápido e desastroso.

Mas isto não acontece somente no ártico, estudos recentes apresentados na COP 17 (Conference of Parties – Conferência da ONU sobre o clima) mostram o derretimento das geleiras do Himalaia, onde fica o monte Everest, medindo-se no Nepal 21% de derretimento e no Butão 22% nos últimos 30 anos, influenciando a vida de 1,3 bilhões de habitantes !. São 54.000 geleiras que alimentam os oito maiores rios da Ásia, que correm o risco de stress hídrico.

O derretimento do gelo e da neve que estão sobre a terra, alcança o mar e eleva o seu nível, o que juntamente ao efeito da dilatação térmica da água pelo aumento de sua temperatura, nos alerta quanto à uma projeção do IPCC sobre a possibilidade do nível do mar aumentar até 1,6 metros até 2100, causando o desaparecimento de ilhas e a inundação parcial de todas as cidades costeiras do mundo, incluindo o Rio de Janeiro. O gelo que está flutuando sobre a água, no entanto, não causa variação de nível apreciável (o gelo é formado de água doce que flutua sobre o mar e ao voltar para o estado líquido vai diminuir um pouco de volume, mas não muito).

Pode também alterar correntes marinhas e provocar mudanças no clima do hemisfério norte. Outro efeito é cooperar com o aquecimento global, uma vez que a superfície branca do gelo e neve reflete a luz do sol enquanto a superfície da terra absorve esta luz. Isto significa que quanto maior a temperatura, maior a exposição da terra, o que reforça o aquecimento provocando uma temperatura ainda maior e assim progressivamente.

Além disso, há uma estimativa de que até 1,6 trilhão de toneladas de carbono (quantidade que corresponde praticamente ao dobro da que se encontra atualmente na atmosfera), estão presas sob o permafrost (solo de rochas e gelo) do Ártico. Os cientistas temem que o aquecimento global passa liberar estes gases e isso possa resultar em efeitos catastróficos para o planeta.

O que estaria provocando este derretimento ? Se alguém duvida que é o aquecimento global então deverá tentar explicar porque a temperatura superficial média global em 2011 foi a nona mais quente desde 1880, em uma tendência em que nove dos 10 anos mais quentes ocorreram desde o ano 2000 segundo os registros da NASA !.