Tag Archive: Cosmologia


O Ser e o Nada

luz2

“Quanto aos homens, não é o que eles são que me interessa, mas o que eles podem se tornar” Jean-Paul Sartre


Tendo em vista o post “Por que Existe Algo e não o Nada?”, agora entendemos que o nada absoluto estável e eterno é tão improvável que poderíamos considera-lo impossível, não obstante diversos pensadores argumentem o oposto.

Não por acaso, o título deste post é o mesmo da obra existencialista do filósofo Jean Paul Sartre, “O Ser e o Nada” (1943), que postula que nossa existência precede a nossa essência, para então surgir no mundo, se descobrir e fazer suas escolhas pautados no livre arbítrio, definindo então um propósito para nossas vidas (uma consequência do princípio da incerteza? …para pensar…) nos libertando de maneiras padronizadas de pensar e evitando recair em padrões de comportamento, encarando as escolhas de nossas ações e o impacto delas sobre e nós e a humanidade. Em sua visão “somos condenados a sermos livres” (algo similar ao nosso universo que combina as Leis e o Caos, aqui entendida como a liberdade responsável).

Seguem algumas considerações e afirmações para pensar e ponderar.
Continue lendo

Ser ou Não Ser ?

Luz
Algumas perguntas que fazemos várias vezes durante a vida são: O Universo é infinito e sempre existiu? O que é o infinito? Se o Universo foi criado de uma explosão, o que havia antes disso?

Fazemos estas perguntas porque não conseguimos aceitar logicamente nada que exista para sempre, ou que seja infinito, e isso decorre do fato desse pensamento ser completamente diferente de nossa vivência cotidiana.

Do mesmo modo, como desenvolvemos no post “O Limite da Ciência” e no post “O Vácuo Quântico”, a aceitação de vazio eterno é igualmente rejeitada pela nossa lógica.

Assim chegamos a uma situação interessante: Temos dificuldade em aceitar algo que exista para sempre e rejeitamos por completo a possibilidade de inexistência de tudo, até porque somos capazes de “perceber” que existimos. Zero e Infinito são assim estados incompreensíveis e não por acaso, matematicamente, levam a situações conhecidas como Indeterminações.

Mas existe um possível erro nesta análise: ela parte da ideia que exista uma dualidade quando não é necessariamente obrigatório que isto aconteça em alguns casos. Assim, dizemos que ou algo existe ou não existe, mas é possível que essa dualidade não esteja sempre correta.

Nossos olhos e nossos instrumentos de medida talvez não sejam capazes de detectar, mas existem muitos fenômenos da natureza que não são percebidos por nós, alguns foram descobertos apenas recentemente, como a passagem de neutrinos e múons pelo nosso planeta.

Costumamos dizer que algo ou está certo ou está errado, que é possível ou impossível, que é bom ou é mau, e assim criamos e vivemos conceitos de dualidades usados para comparações em nossa vida diária mas que não nos ajudam muito na compreensão dos fenômenos físicos.

Por isso, ao pensar na natureza do Universo, temos enorme dificuldade em enxergá-lo com o pensamento dualista.

Vimos no post “Dualidade ou Complementaridade?” que na arte pontilhista sombras e luz ao serem colocadas juntas formam um conteúdo único, não são mais sombras e nem luz, formam ilusoriamente linhas de contorno, linhas que não foram desenhadas. Comparamos com a dualidade partícula–onda do comportamento da luz e do próprio átomo, cuja soma dos pesos de suas partículas separadas (nêutrons e prótons) é superior ao seu peso real ao estarem juntas no núcleo, o que se atribui à transformação de parte da massa em energia de ligação interna de modo que massa e energia formam uma só entidade. Nesse caso, luz e sombras, massa e energia, ondas e partículas, compõem realidades únicas.

No post que falamos da “Partícula de Deus” dissemos que o Bóson de Higgs cria massa em outra partícula que passa pelo seu campo, uma massa “que surge do nada” e que esse conceito é bem mais interessante do que pensar na massa como se fosse uma “bolinha indivisível”. No post “O Quinto Elemento” comentamos que a ideia de Aristóteles da existência de “elementos essenciais” é melhor do que a denominação “partículas elementares” que nem sequer são partículas (termo atribuído à pequenas divisões da matéria, conforme o conceito de átomo de Demócrito).

A realidade se manifesta diante de nós de um modo que nos confunde ao utilizarmos conceitos dualistas de modo que é necessário para interpretá-la assumir outro estado além destes.

Vamos repensar então nosso Universo desse modo e ver onde podemos chegar com essa hipótese.

Imagine que ao invés do binômio “Ser ou Não Ser” ou “existo ou não existo” ocorra uma outra realidade. Algo que exista e não exista ao mesmo tempo (!!!).

Feynman Isso parece errado, bizarro ou alguém poderia até dizer “ridículo”. Mas é justamente o que Richard Feynman, um dos maiores físicos do século XX, postulou ao dizer que a todo momento partículas e anti-partículas são formadas e se aniquilam mutuamente no espaço quântico (ou Vácuo Quântico).

No caso, teríamos uma essência simbolizada por +i e a outra essência simbolizada por -i e estas realidades (cf. Feynman são partículas virtuais) convivem umas com as outras num tempo muito curto, ora predominando uma, ora outra, porém, estatisticamente falando, ocorre uma média zero em um “equilíbrio dinâmico”.

Vejamos um exemplo de equilíbrio dinâmico: um pingo de corante em um recipiente com água. O tempo passa e o corante se dispersa até que não ocorra nenhuma outra variação e dizemos que o sistema entrou em equilíbrio. gotas Ocorre que, estatisticamente, não seria impossível voltar na sala e ver o corante ocupando só uma parte do líquido e a outra sem corante uma vez que as moléculas se movimentam aleatoriamente em todo o volume. A probabilidade que isto aconteça, no entanto, tende a Zero.

Dizemos assim que a concentração de corante é constante em todo o volume do recipiente, mas isso é uma média, uma aproximação macroscópica e que não é verdadeira se considerarmos o espaço microscópico em seu interior e então dizemos que nesse espaço macroscópico ocorre um equilíbrio dinâmico.

Agora temos um interessante modelo de vazio ou Zero. Um “pseudo vazio” composto por duas essências que se aniquilam quando estão juntas e formam realidades distintas quando estão separadas, realidades que existem por tempos determinados e muito pequenos de modo que a somatória de suas ações resultam em acréscimos e diminuições sucessivas e cuja média central resulta em zero escalar. Podemos chamar esse vazio de “espaço quântico” ou Vácuo Quântico.

A ideia pode ser entendida se observarmos que em nosso universo há uma incansável busca pelo equilíbrio em todos os seus processos expontâneos e que o equilíbrio nada mais é do que uma resultante nula das forças que agem sobre um dado sistema, como se todos os processos fossem naturalmente orientados a buscar o perfeito equilíbrio existente no espaço quãntico.

Verificamos isto também através da lei da conservação de cargas em um átomo por exemplo, sendo o núcleo carregado positivamente e a eletrosfera negativamente e o caminho termodinâmico que a reação percorre até o balanceamento das cargas de cada átomo nas moléculas que participam de uma reação química.

Vamos agora ampliar nossa visão e imaginar que em um determinado sistema existam não apenas duas, mas diversas essências e que a soma ponderada de todas elas resulte em Zero ou equilíbrio. Não um zero local, pontual, microscópico, mas um Zero global, em sua média estatística compondo toda sua grandeza. Como referência e comparação, lembramos que em nosso Universo acreditamos existirem 16 partículas elementares organizadas em duas famílias – Férmions e Bósons, sendo a família dos Férmions composta dos Quarks e dos Léptons.

Imaginemos também que esse espaço quântico é tão imenso que surjam dentro dele a todo momento descontinuidades abruptas de formação e aniquilação sem no entanto modificar sua energia global, o que caracterizaria uma situação de macro equilíbrio termodinâmico e conservação da entropia mas com descontinuidades locais, como no exemplo do corante disperso na água.

Essa ideia pode ser aplicada também quando postulamos a existência do Multiverso onde o Universo que existimos passa a ser um elemento infinitesimal dentro dele.

Caso a hipótese esteja correta, passamos agora a “entender” como e porquê o nosso Universo existe, como ele foi formado e para onde ele caminha.

Poderíamos também conjecturar sobre a essência da “matéria ou energia escura” como sendo a parte imaterial que falta em nosso Universo para compensar parcialmente (o nosso universo não é o Multiverso, não precisa haver equilíbrio completo) a presença de matéria pesada. Esta tem força de gravidade oposta à da matéria escura e que explica o afastamento entre as galáxias.

A matéria escura é formada de partículas elementares (que aqui chamamos de essências) agrupadas de modo diferente do que nos férmions (prótons, nêutrons e elétrons entre outros) e é possivelmente uma evidência sobre a existência do Multiverso, onde a matéria está agrupada de modo diferente de nosso Universo que, no entanto, contém em seu interior essa matéria “estranha” mostrando parte da diversidade possível de combinações das partículas elementares.

Imagine um Multiverso composto por uma quantidade incontável de Universos dentro dele e que cada Universo, à semelhança de uma partícula, tenha um oposto com o qual se aniquile, por exemplo, um Universo formado por partículas e um por anti-partículas. Agora temos uma realidade macroscópica que imita uma realidade microscópica, onde partículas elementares interagem umas com as outras formando o Vácuo Quântico e dentro dele descontinuidades (o Big Bang) que formam Universos. O fundamento de todo o Multiverso, onde está nosso Universo é então o Vácuo Quântico, onde a questão Ser ou Não Ser não possui sentido.

Esse modelo pode finalmente responder às perguntas que fizemos no primeiro parágrafo, ou seja, o nosso universo é finito e temporal mas é parte de uma realidade maior que é infinita e assim permanece. Zero e Infinito se tornam agora uma única realidade melhor entendida pelo princípio da Complementaridade.

Chegamos assim a uma fronteira, a um dos limites de nossa Ciência.

Imagem ampliada em laboratório de uma filmagem de UFO triangular sobre a California, EUA apresentada em documentário pelo canal History Channel.

“Eu prefiro morar num mundo onde minha vida esteja rodeada de mistérios do que viver num mundo tão pequeno que minha mente possa compreendê-lo”Harry Emerson Fosdick

Partindo da hipótese que os UFO´s são extraterrestres e estão aqui, podemos nos perguntar o que eles querem, e se descobrirmos saberemos porque estão aqui. Vamos usar a lógica para tentar responder a essa questão.

Vamos imaginar, conforme analisamos no post “O Paradoxo de Fermi” que as primeiras civilizações inteligentes nasceram há 4,5 bilhões de anos atrás. Podemos imaginar que todos os seres vivos do universo têm a mesma característica que os seres vivos de nosso planeta, isto é, competem e lutam pela sua sobrevivência.

Em 1966 Carl Sagan e Iosif Shklovskii propuseram que civilizações tecnológicas tendem a se auto destruir um século após desenvolverem capacidade de comunicação interestelar por causa da ameaça de uma guerra ou vazamento nuclear, guerra biológica, contaminação acidental, catástrofe nanotecnológica, experimentos de alta energia, por desenvolverem uma super inteligência mal programada, serem vítimas de uma catástrofe natural (malthusiana) ou mesmo pelo esgotamento de recursos e a deterioração da ecosfera de seu planeta.

Se estas civilizações conseguem ultrapassar essa barreira e controlar suas tendências auto destrutivas então podem sobreviver por milhões de anos ou até que seus recursos se esgotem ou seu planeta não apresente mais condições para sua habitação.

Surge então uma pergunta: Se existem tantas civilizações assim, como elas resolveram esse problema? Existem duas possibilidades: Ou elas descobrem planetas em estágios iniciais de vida e os preparam para sua moradia ou eles destroem civilizações inteiras para tomar o seu lugar.

Uma vez que pode existir um número enorme de civilizações no universo, logicamente o tempo de existência de cada civilização será variável. Quanto ao seu comportamento existem assim duas possibilidades, elas são agressivas, ou são pacíficas. Vamos avaliar qual delas tem maior chance de sobreviver e dominar o universo.

Stephen Hawking em um documentário para a o Discovery Channel diz que é perfeitamente racional acreditar que há vida fora da Terra mas adverte:

“Se os alienígenas nos visitassem, as conseqüências seriam semelhantes às que aconteceram quando Cristóvão Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos. Nós só temos que olhar para nós mesmos para ver como vida inteligente pode evoluir para alguma coisa que não gostaríamos de encontrar”.

Vamos supor que a cada mil civilizações inteligentes como a nossa, apenas uma consiga ultrapassar esta barreira. Então, pela equação de Drake, desde 4,5 bilhões de anos atrás até hoje teremos provavelmente milhões de civilizações que poderão se encontrar, porque terão durado tempo suficiente para vencer a distância que as separam e as dificuldades de comunicação e tecnologia para a viagem.

Abelhas x Formigas

Para uma espécie agressiva viver milhões de anos sua organização pode ser completamente diferente da nossa, enquanto somos hierárquicos eles podem ser baseados em colônias, como formigas ou abelhas, formas de vida que estão aqui na Terra há milhões de anos (!!).

Um detalhe importante é que as formigas pertencem à ordem Hymenoptera, que é a mesma das vespas e abelhas! As formigas existem desde o tempo dos Dinossauros. Sabemos disso porque, até hoje, fósseis de formigas são encontrados na resina endurecida de pinheiro daquela época. E dentre os animais da Terra são os mais numerosos. Elas estão em todos os continentes, com exceção dos pólos.

Igualmente, as abelhas devem ter surgido há pelo menos 120 milhões de anos e recentemente um fóssil (Meliponinae) de 80 milhões de anos (Cretáceo) foi encontrado em âmbar nos EUA (New Jersey); evidências de que plantas eram polinizadas por abelhas estão datadas do início do Terciário.

Mas observe que no caso das abelhas, diferentemente da formiga, criaram uma organização bastante pacífica e uma convivência harmoniosa com o ecossistema! Por isso não as consideramos como “pragas”.

Pragas (como o Homo Sapiens?) aniquilam o ecossistema, mas há uma grande diferença entre nós e as formigas: elas não matam a si mesmas dentro de seus formigueiros…

Se a Terra for dominada por formigas será que elas sobreviverão à própria devastação? O Homem sobreviverá à própria devastação?

Podemos então concluir que é provável que existam civilizações remanescentes hierárquicas (como nós) ou baseadas em redes e colônias (como as abelhas), e que algumas são bem intencionadas enquanto outras mal intencionadas (como as formigas). Mas nesse caso, há uma tensão no universo e essa tensão irá culminar em algum momento em uma decisão. Toda tensão é provisória e tende a um equilíbrio final.

Se diferentes civilizações remanescentes se comunicarem o que ocorrerá? Existem agora duas possibilidades.

“Star Wars”

A primeira civilização que conseguiu superar sua própria auto aniquilação pode estar dominando o universo, procurando as demais, monitorando, caçando e as destruindo no momento certo para manter sua hegemonia.

Isto é perfeitamente possível, tendo em vista que a natureza de nosso universo é a competição. Nesse caso, eles podem estar aqui para “roubar” matéria prima, como por exemplo, o Trítio (isótopo de hidrogênio com 2 nêutrons no núcleo).

Esse é um raríssimo elemento químico em estado livre na natureza e que pode, em tese, ser colocado em um acelerador de partículas para produzir reações nucleares de alta energia com a qual poderemos sobreviver sem envenenarmos a atmosfera com a queima de combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral que estão acidificando os oceanos e causando efeitos climáticos.  O Trítio também pode servir de combustível para viagens espaciais.

Se eles estão esperando que nós nos aniquilemos farão isto antes que descubramos algo que para eles é considerado como uma fronteira, que pode ser a tabela de partículas elementares completa, incluindo o grávitron (partícula potencialmente responsável pela força da gravidade). Bem, estamos perto de completar a tabela… o Bóson de Higgs já foi descoberto…

Podem também estar aqui porque querem simplesmente um lugar novo para habitar, tendo em vista que seu mundo já se extingue em recursos e condições de habitação. Nesse caso é possível que a Terra já tenha sido invadida há muito tempo.

A segunda possibilidade é que duas civilizações diferentes ao terem se encontrado cooperem mutuamente e se defendam. Daí temos novamente duas possibilidades, a de que associações de planetas encontrem associações de planetas e se aniquilem ou cooperem umas com as outras formando Federações.

Há uma possibilidade intermediária que é uma guerra universal, do mesmo modo que tivemos guerras mundiais, porém a tendência será ir para um ou outro lado, isto é, que exista apenas um grupo ou espécie no universo dominante ou uma cooperação entre grupos. É possível que no momento atual do universo nós estejamos no centro dessa decisão, que exista uma guerra em curso e quem ganhar irá conduzir nosso futuro… isso não lembra “Guerra nas Estrelas”?

A alternativa mais provável.

O tempo pode nos dar a resposta: 4,5 bilhões ou mais de anos na nossa frente significa muito, muito tempo. Tempo suficiente para descartarmos a terceira alternativa, de que a situação do universo ainda está indefinida e tempo suficiente para entender que não estaríamos aqui, nem sequer teríamos nascido, se uma civilização predadora dominasse o Universo.

O que temos observado nos últimos 100 anos em termos de relatos, observações e filmagens é uma diversidade de tipos de naves diferentes indicando possivelmente que não existe apenas uma espécie de extraterrestres entre nós.

E há indícios de sua presença no desenvolvimento das civilizações há muito tempo, nas artes e literatura, nas esculturas e arquitetura de povos antigos, citando os Incas, Maias, Astecas, Egípcios, relatos hebraicos do Torah, e muitos exemplos.

Quando analisamos os mitos dissemos que eles tem origem psicológica, mas, é claro, isso não prova que eles de fato não estiveram entre nós. Mais simples (e por isso mais perigoso) é supor que justamente pela sua inexplicável presença é que os mitos foram formados…

Pelo tempo decorrido no Universo desde o Big-Bang e também baseado na própria história das civilizações da Terra podemos chegar a uma conclusão mais provável.

Se quisessem nos destruir já o teriam feito, e nem precisaríamos de uma intervenção direta, bastaria que produzissem em nosso sol uma explosão solar suficientemente grande para nos engolfar em radiação ou desviassem um grande cometa para nossa rota de colisão, ou disseminassem um tipo de vírus rápido e letal… a ideia de atirar com armas de luz, cortar gado em pedacinhos, perseguir pessoas e explodir coisas é um conceito baseado em nossa vivência primitiva diária, é só ver televisão para assistir, e podemos considerar como um mito e algo que carece de qualquer lógica ou sentido.

A resposta mais provável é que a primeira que conseguiu superar sua própria extinção ajudou as demais a formaram federações e a organizar uma sociedade interplanetária bastante complexa e que estaria disposta a nos ajudar.

Stephen Hawking citou a antiga colonização dos ingleses sobre os nativos. De fato, isto ocorreu, mas após apenas 500 anos de evolução o mundo mudou bastante.

Países democráticos e desenvolvidos, na atualidade, empreendem suporte às comunidades indígenas e criam programas de proteção a elas, ao meio ambiente, assim como se proliferam ONG´s para essa finalidade… O nosso mundo tem evoluído socialmente, porque os demais não?

Supondo serem seres extraterrestres que nos observam, entendemos que eles são pacíficos, porque para chegar aonde chegaram precisaram passar pelos mesmos problemas que nós e só venceram porque entenderam que o respeito a vida é a chave da sobrevivência, paradoxalmente ao uso da força, a qual permite uma existência provisória, transitória, como um verme que sobrevive até matar seu hospedeiro e depois é eliminado juntamente com ele. É bem provável que Superpredadores tendem a desaparecer antes mesmo que tenham a chance de encontrar outras civilizações nesse imenso universo, senão, serão aniquilados pelas demais…

Conclusão

Partindo da premissa que os UFO´s são extraterrestres, parece mais provável que uma civilização tem que provar que pode superar a si própria para poder se integrar com as demais. Se uma civilização avançada entra em contato com outra sem que ela tenha passado por essa fase então todo o universo poderá correr sérios riscos e esse é o motivo mais provável pelo qual não entraram em contato formal conosco ainda.

Se nos destruirmos podem ter certeza que eles ocuparão nossa casa e virão morar aqui. Senão, para resolver o problema de esgotamento de sua moradia, é possível que eles tenham formado uma “Federação Intergaláctica” onde haja cooperação entre os mundos. Quando um deles é ameaçado ocorre ajuda e uma migração para os planetas membros da federação. Deve haver também uma cooperação para a exploração e o desenvolvimento e de novos mundos. Essa é a hipótese mais lógica e mais coerente.

Inteligência significa sermos guiados por valores eternos para viver com felicidade e qualidade de vida. E isso faz pensar “o que somos nós?” Pragas superpredadoras ou seres universais?

Já perguntamos o que eles são, mas será que já paramos para pensar o que nós somos?